sábado, 30 de agosto de 2008

Apenas algumas reclamações

Ai, vocês vão me desculpar, mas eu sou assim! Não consigo conter meus arroubos de raiva e ironia. Às vezes, tenho mesmo vontade de ser cruel com as pessoas. Isso mesmo: cruel. Normalmente não consigo, porque sou trouxa. Fico com peninha: ó, coitada! É por isso que escrevo. Escrevo para poder ser cruel sem ter que olhar nos olhos. Já disse várias coisas neste espaço que não diria pessoalmente. Mas não é o suficiente. Minha vontade de ser grosseira permanece intacta. Inabalável. Às vezes chego a pensar que ela aumenta a cada dia. Não, isso não é nenhum tipo de fobia social. É só uma vontade inata de ser politicamente incorreta. Acho um saco essa coisa de não poder falar certas coisas. Essa balela das minorias discriminadas. Quer saber? Não tenho o menor tesão em homem gordo. Ponto. Não tenho. Não os acho escrotos, simplesmente não os acho atraentes. Esteticamente. E não é um pré-conceito. É um conceito formado ao longo da minha vida. E comprovado por uma ou outra experiência mal-sucedida. Em compensação, sou fã dos negros. Mas não gosto de negão. Gosto de neguinho – dos magros. E odeio homem muito branquelo; loiro. Também não gosto de homem forte. Aqui, na cidade do culto ao corpo, o que mais se vê são as almôndegas desfilando pela rua. Tenho nojo. Acho feio. E acho que eles são burros: isso sim um pré-conceito. Mas pra mim, quem passa três horas por dia dentro de uma academia, não deve ter muita coisa na cabeça além de anfetamina. Você realmente acha que esses caras lêem antes de dormir? Eu duvido. No máximo eles dão uma folheada na Caras, pra saber das novidades. Também não gosto de gente burra. Aliás, detesto gente burra. E isso não tem nada a ver com grau de escolaridade ou classe social. Conheço PhD’s que são uns tapados. E porteiros cultíssimos. Eu odeio gente burra. E odeio mais ainda gente burra que quer parecer inteligente – papagaio de pirata. E também não gosto das pessoas que babam ovo dos inteligentes, ao invés de aprender com eles. Eu tenho ojeriza de puxa-saco. Já estou até vendo a cara de alguns leitores, rindo do meu pequeno hábito de reclamar. Eles reclamam que eu reclamo, mas adoram me ver reclamando. Das pessoas incoerentes eu gosto. Antes incoerente do que chato. Os coerentes demais tendem à pieguice. São insossos. Gosmentos. É por isso que eu digo essas coisas. E desdigo, no momento seguinte. Essa coisa de coesão já me largou há alguns anos. Eu confesso que deveria tentar resgatá-la, pelo menos um pouquinho. Estou me perdendo nesta confusão. Aliás, ando querendo notícias! Ei, eu me mudei de cidade, mas ainda estou viva! O que é que vocês acham de um e-mailzinho de vez em quando? Eu tenho novidades para contar. Excelentes novidades. Mas não vou contar agora. Legítimo cú-doce. O que também é uma coisa bem irritante. Que se foda, quer saber? Vim aqui pra falar mal. Mas perdi o conteúdo. Só pra vocês falarem mal, está aí um péssimo texto. Por favor, reclamem entre si. Tenho achado todo mundo muito contente, estou tentando acabar com essa apatia. Coisa chata do caralho. Só quem reclama aqui sou eu: minha voz ecoando nas paredes! Cuidado, meus queridos. Tudo o que é bom dura pouco. E porra, saiam do telefone. Estou querendo falar com vocês!