Pensamentos, frases, estórias e mentiras criadas a partir de fatos corriqueiros. Uma livre distorção da realidade.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
O urubu
Tudo continua então. Parado, estático, suspenso. Tudo uma imensa questão aberta; uma prova; um teste. E qual é o sentido, então, da vida? Qual? Se você se prepara para ser competente em uma profissão e o é, e o mercado pouco importa-se com sua preparação e almeja seus conhecimentos interpessoais, suas indicações, seus relacionamentos. Se você olha pros lados, pensa, vê gente de todo tipo, decepciona-se, deprime-se. Mas levanta-se, como bom brasileiro, vai à luta, tenta o impensável, grita, pede ajuda. E, do alto da montanha gelada, do frio, da neve, alguns ecos lhe atravessam, mostrando que a geleira não é assim tão intransponível, que existe, do outro lado, pessoas procurando pessoas como você, tentando encontrar em indicações vazias e pessoais algo de novo e fresco e ainda ansioso e engajado. E você se pergunta se ecos são confiáveis. Se aquilo que você ouve é mesmo real ou não passa de absurdos sussurros projetados pela sua cabeça já cansada de perder. Você anda cansado de perder, de tentar, de nadar e morrer na praia, de gritar por socorro em vão. Mas você tenta. Ainda sim, você continua esperançoso. Embora fraco, desiludido e muito cansado. Você tenta acreditar. Porque amanhã pode ser diferente. E você precisa estar atento para perceber as mudanças... Você precisa, no fundo, estar lá.
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