Pensamentos, frases, estórias e mentiras criadas a partir de fatos corriqueiros. Uma livre distorção da realidade.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Saudades
Da ingenuidade perdida /
Das noites maldormidas /
Do sonho //
Da necessidade do concreto /
Do mundo cinza, triste, deserto /
Do tempo que já se foi //
E perscrutando o infinito /
Sigo sempre, persisto /
Não penso no que passou //
As amizades antigas /
As noites maldormidas /
O que tinha que ser /
E não foi
domingo, 16 de fevereiro de 2014
a volta
e foi por um dia estar assim, insone, que começou a desdenhar as palavras, como quem diz: delas já não preciso. bobagem esta, claro. ilusão. sabia que seus dedos adictos jamais deixariam o suave prazer de se embriagarem de letras. durante os duros anos da ditadura do roteiro, mantivera-se estritamente na linha, obedecendo as rígidas regras dos setups e plots sem, porém, nunca conseguir chegar ao clímax. foi quando a surrealidade do real a obrigou, incerta, a romper os paradigmas de sua própria escrita e voltar, mais uma vez, ao lirismo desenfreado. seus dedos como generais a torturar as frágeis teclas. deixara, enfim, a passividade. estava decidida a pegar em armas. lápis em punho e canetas a postos, iniciava agora sua longa marcha para a liberdade, oprimida - quem diria - apenas pelo brilho intenso daquelas folhas em branco.
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