sexta-feira, 27 de junho de 2008

Justificativas

Escrevo porque me dá vontade, porque às vezes não tenho nada o que fazer. Escrevo pra não pensar em voz alta, pra descobrir coisas sobre mim que nem eu mesma sei. Escrevo pra gozar os outros, pra gozar dos outros, pra gozar. Escrevo porque acho graça – graça do que escrevo e graças dos que lêem. Escrevo pra mostrar a minha burrice, a minha inteligência, e meu lado sadomasoquista. Escrevo pra magoar os outros, pra ser magoada, e pra fazer alguém feliz. Coloco entre os escritos pequenas frases localizadas, que só algumas pessoas vão entender. Escrevo pra essas pessoas. Mas escrevo pra mim. Pra esse eu que está preso aqui dentro. Que às vezes se procura, e só se acha no reflexo da página em branco. Escrevo pra fazer analogias ridículas, pra zombar da linguagem, pra fuder com a sintaxe. Escrevo quando quero e porque não posso evitar. Escrevo em momentos inoportunos, e sou interrompida por idéias que às vezes me atropelam. Mas mesmo assim escrevo. Permeada pelas idéias que consegui absorver, e pelas idéias que absorveram de mim um pouco. Escrevo pensando nele, nela, e em todos juntos. Escrevo porque acho graça. Porque me dá vontade, porque sou assim. Escrevo porque alguém vai perder seu tempo lendo, e se não gostar, vai perder mais um pouco de tempo reclamando. Escrevo porque ganho tempo. Um tempo necessário pra organizar idéias que estavam escondidas. Escrevo porque ela pede. Porque ele elogia. Porque a outra critica. Escrevo pra causar polêmica. Escrevo coisas cruéis que queria que fossem lidas. Porque não tive coragem de dizê-las. Escrevo coisas românticas porque nunca soube como usá-las. Porque elas estão guardadas dentro de mim, envelhecendo. Escrevo porque tenho vergonha, porque sou tímida, e porque sou escrachada. Escrevo porque não tenho pudores, e porque sou pudica. Escrevo porque tenho a necessidade de mentir, e mentir nessas linhas é um pecado perdoado. Escrevo porque invento, e as invenções são pipocas. Escrevo pra impressionar, pra desiludir, pra esquecer. Escrevo pra ser esquecida. Escrevo pra me confundir e pra me esclarecer. Escrevo porque adoro que as pessoas achem que quem escreveu fui eu – mas elas não conhecem o “eu” que escreveu. Escrevo porque eu lírico. Porque eu posso. Porque eu nuco. Escrevo. Escrevo pra fazer faxina. Pra lavar a alma. Pra manchar a honra. Escrevo para doxo. Escrevo porque aqui dentro já está cheio demais, e é preciso botar algumas coisas pra fora!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Apontamentos sobre mulheres e pintos

Cheguei e esta conclusão inesperadamente, durante um cigarro na janela (mais um). Somos um time de mulheres excepcionais – sem falsa modéstia. Somos mulheres que tem horror de mulherzinhas. Somos todas heterossexuais, mas temos um segredinho. Somos mulheres com pinto. Quando digo ‘nós’, quero dizer eu e algumas amigas. Procurei, entre o time das preferidas, uma exceção à regra. Não encontrei. Todas temos essa peculiaridade. Se eles soubessem – os homens – dessa nossa pequena graça, tomariam um pouco mais de cuidado ao se envolverem conosco. Somos mulheres de garra. Sabemos onde estamos e onde queremos chegar. Somos independentes. Mas precisamos deles para aplacar nossos instintos. Precisamos? – me perguntei. Talvez não. Mas gostamos – e como gostamos! – de fazê-los acreditar nessa psicodependência. Nos atraímos mutuamente. As mulheres com pinto se reconhecem. É rápido. Apenas algumas palavras e já sabemos se a outra se encaixaria no time. É claro que nos grupos de amigas – principalmente nos maiores – há as garotas satélites: aquelas que não tem pinto, mas que gostam de estar em nossa órbita. É que somos fortes! Pensando na mulherada belohorizontina é que tive certeza desse fato. Somos diferentes. Cada uma com seu instrumento particular. A antropóloga, por exemplo, tem um instrumento interessante: um pinto retrátil. Ele está sempre lá, mas ela tenta disfarçá-lo, procura se misturar às mulherzinhas. Mas não se engane! Em situações de perigo, a antropóloga saca seu pinto, como um instrumento fálico antigo, e mostra sem medo seu lado guerreiro. Ela é daquele tipo camaleoa, mas é quando se mostra que fica mais interessante. Quem já a viu irritada sabe do que eu estou falando. Que o diga o argentino sonso, rs. Já a designer (ou seria cineasta?) é do tipo que empunha seu pinto 24 horas por dia. Parece não tirar a mão dele. Tem mesmo orgulho de seu instrumento! Tem também a artista. Com seu pintinho nervoso, sempre a um passo de se espalhar. Mas desse grupo de amigas, quem ganha mesmo é a arquiteta! Nunca vi pinto tão grande, ainda mais em uma mulher! Ela não faz alarde de seu órgão. Guarda-o como guardaria qualquer outro instrumento de trabalho. Mas é impossível não reparar nele. O pinto da arquiteta é tão grande, mas tão grande, que até mesmo eu – careta convicta – quase me apaixonei por ele. As outras que me perdoem, mas não vejo pinto nelas. São todas pequenas luas, querendo refletir um pouquinho do brilho dessas diferentes espadas...

Em outras turmas, sou mais próxima também das mulheres bem dotadas. A do consulado, por exemplo, é outra que tem orgulho de seu pinto. Um pinto bem barraqueiro por sinal. Escrachadíssimo! É só alguém pensar em encher o saco que ela bota o pinto pra fora, e desata a falar putarias. Tem também a socióloga docinho! Seu pinto é tão bonitinho, mas tão bonitinho, que parece até inofensivo. Mas não seja ingênuo. Ter pinto, no caso dela, é coisa de família! E viva o pinto da mamãe jornalista, que encara o mundo de frente, com a cabeça bem erguida e um lindo sorriso no rosto. É claro que não vou terminar meus exemplos sem falar do mais nova amiga pintuda: a macumbeira. O pinto dela, pra falar a verdade, nem chega a ser grande, mas tome cuidado: é um puta pinto grosso! Desses que arregaça – com o perdão da má palavra. Quanto ao meu, não se preocupem! É um pintinho pequeno, sem graça... mas que sabe muito bem o seu lugar. É como diria o garoto dos olhos azuis: “antes um pequeno brincalhão do que um grande bobão!”.

A reflexão sobre os pintos femininos me veio, na verdade, quando pensava nos homens dessas mulheres. Engraçado como todos eles – independente do tamanho de seus instrumentos – se curvam à supremacia delas. É que o pinto feminino, independente do formato, é uma dádiva. Não, não estou querendo desmerecer os agregados (na verdade, eles são todos uns fofos!). Mas é engraçado como as mulheres que possuem essa arma são maiores do que eles. Como brilham mais. Nós, mulheres bem-dotadas, temos horror a trogloditas. Nossos homens são gentis, educados, quase femininos. Inconscientemente, decidimos não bater de frente – pinto com pinto – com homens que valorizam demais seus instrumentos. Ter pinto, pros homens, é uma condição. Pra nós, é uma atitude. Cuidamos delicadamente de nossos órgãos. Só os exibimos pra quem merece. Mas sem querer, mostramos pra todos, mesmo de longe, o tamanho da nossa mala! E depois, feminino é que é o sexo frágil. Quem inventou essa máxima, não conhecia mulheres como as que eu conheço. Pintudas. Pintadas. Viris.

E os pobres homens – femininos – é que acabam se apaixonando por nós. Na verdade, fico me perguntando se, em algum momento, nós lhes demos escolha... É como entoava aquela cantora, já falecida, uma tal de Cássia Eller (que levava um pinto descomunal!):

“Abre teu coração / ou eu arrombo a janela.”

sábado, 21 de junho de 2008

Sobre a proximidade na distância (ou "A atriz e o autor")

Depois de meses, decidiu visitar aquele sítio. Engraçado os endereços eletrônicos – dados concretos que nos levam a lugares amorfos e oníricos. Enfim. Decidiu visitar aquele sítio. E encontrou por lá, estranhamente, um pedaço de si. Tinha esquecido o quanto eram parecidos. As palavras dispostas daquela maneira nada tinham a ver com ela. Mas seu sentido, o universo que continham, lhe era, sem dúvida, muito próximo. Pensou em de quantas formas diferentes as mesmas coisas podem ser ditas. Pensou mais ainda em de quantas maneiras diversas as mesmas coisas podem ser pensadas. Às vezes um casal, sentindo exatamente a mesma coisa, não consegue se expressar de maneira adequada. Os problemas de linguagem são capciosos, uma verdadeira torre de babel. Cada um ouve o que quer; e diz o que sente da maneira que pensa ser melhor. Mas o “melhor”, como sabemos, é um conceito relativo. Voltando ao que interessa: embora disposto de forma diversa, encontrou naqueles escritos pedaços de seus pensamentos mais profundos. Pensamentos que estavam guardados até então. Questionou-se sobre a possibilidade de já tê-los comentado com o dono do sítio e concluiu a impossibilidade do fato. Há meses não falava com ele. Há meses ele partira, sem sequer um abraço de adeus. Justamente como na outra vez. Engraçado como a vida fez com que das duas vezes não se despedissem. Da primeira ela, trabalhando, não conseguiu chegar a tempo. Da segunda, partiu antes dele. Dias antes. Nada de aeroporto, nem de lágrimas. Uma despedida fugaz. Um vou-ali-e-volto-já. Lembrou-se do primeiro regresso. Da ansiedade. Da mãe. Do estranhamento. É ele! – ela dizia. E a mãe: eu o reconheceria! é muito magro e leva esta barba estranha! Como sempre, ela estava certa. Era ele. O reconheceria por detrás de qualquer indumentária. Levava de fato, uma barba estranha, uns quilos a menos, e um violão a tira-colo. A mãe se emocionou, ela sorriu, ele reclamou. Criticou a nova tatuagem, como não podia deixar de ser. Agora, olhando aquele sítio, pensou o que ele acharia da tatuagem que está por vir. Outra? – o imaginou dizendo. Não, ele não aprovaria. A não ser que ela tatuasse uma clave-de-sol! Riu de seu próprio pensamento. Ele se enfureceria com esse comentário. Lembrou da prima da clave-de-sol horrorosa. Era mesmo uma clave-de-sol? Era mesmo de péssimo gosto! Pensou se a prima ficaria ofendida se dissesse. Ela adorava a prima. Mas enfim, gosto há para tudo. Sentiu saudades da prima. Pensou no primo pouco intimo dela e muito íntimo dele, que agora morava mais perto do que nunca. Se perguntou a respeito do mecanismo que aproxima as pessoas. Se perguntou, mas não soube se responder. Sorriu novamente imaginando a crítica dele. Inseriu – cuidadosamente – mais um erro gramatical para provocá-lo. São erros estilísticos – ensaiou sua resposta. Ela adorava quebrar regras. Não por anarquia. Mas por adequação. Nada como uma regra bem adequada à nos. Pensou em seu ateísmo. Queria poder conversar com ele a respeito de suas novas experiências espirituais. Ela, que não acreditava em nada. Ele, que teimava em não acreditar. Sempre foi super medrosa – nunca foi às urucas com a mãe. E agora, de repente, via-se mergulhada em ondas coloridas e fotografias amareladas e vozes ao pé do ouvido. Difícil explicar a mudança. Mais difícil ainda era afastá-la. O sorriso de deboche dele encheu a sala, e ela se sentiu confortável. Precisava concordar com ele. Ao contrário da aceitação familiar, sua razão tendia às linhas daquele sítio. Cético.

Leu com impaciência tudo o que lhe podia interessar. O acesso àqueles escritos lhe perturbava. Tudo lhe dava a impressão de um texto mal escrito. Não que não houvesse qualidade literária – muito pelo contrário. É que estranhamente, tudo o que brotava daquele fundo neutro poderia ter sido escrito por seus próprios dedos, mas de maneira diferente. A vontade de moldá-los se fazia inquietante e absurda. Pensou que talvez vivesse dentro dele. Ou que ele vivesse dentro dela. Devia haver alguma explicação genética. Ou literária. Ou divina. Riu-se novamente. Ele adorava botar os assuntos de deus à prova. Isso mesmo, um deus com letra minúscula: sem tanto prestígio e poder. Pensou na repreensão da mãe: DEUS castiga! – esse sim com todas as maiúsculas. Pensou em seu próprio deus. Grego, lindo. A passear pela Europa sobre suas pernas de mortal. Estava inventando uma paixão. Já a havia inventado antes, mas não lhe dera muito crédito. Agora, com a distância, alimentava novamente as chamas daquele dragão. Só esperava vê-lo pegar fogo no final – ela nunca foi dada às paixões do tipo “braseiro”. Lembrou daquele ex-namorado mooorno, também a passear pela Europa, e sentiu uma pontinha de preguiça. Quanta lenha precisaria ele para começar a esquentar sozinho? Sentiu pena, mas sorriu de novo. No fundo tinha se divertido com ele. Pelo menos naquele dia 1º de janeiro, naqueles 43ºC, naquelas toalhas molhadas e naqueles tetos porteños. Ela sempre dava um jeito de se divertir. E de sofrer. Concluiu que não estava sofrendo agora. Pelo menos não de fato. Procurava motivos estranhos para se enfadar. Mas não conseguia mais do que um cansaço triste. Não era sofrimento. Pensou naquele colega de cena, e na conversa que teriam antes da gravação. Como ela gostava dele! De maneira estranha, mas gostava. Pensou como o autor dos escritos desprezaria seus pensamentos, se os soubesse. Pensou em Saramago, em Beckett e em Iñarritu. Pensou na sua própria loucura e em como conseguiria mergulhar em seus sentimentos. Pensou novamente em seu deus grego – por que é que ele não lhe saía da cabeça? Pensou no autor. No querido autor. Tão longe e sempre tão perto. Concluiu que teria que se acostumar. Nascera para viver a perda dele. Um amor fraterno nunca realizado: de perto o silêncio; de longe a saudade. Verteu uma lágrima. Tímida. Linda. E sorriu, desconectando-se daquele universo intangível. Amorfo e onírico. Ela ainda visitaria aquele sítio pessoalmente – talvez acompanhada do deus grego – assim que um próximo verão chegasse...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pensamentos Inventados

Sento. Fumo. Da janela do prédio ao lado alguém me observa. Furtivo. Observo-o também. Sem maiores interesses. Ele nada faz que possa me interessar. Apenas me observa. No mp3, Caetano. Balanço ao som da música e do vento. Um tango. Irritante, talvez. Fecho a cortina por instantes fugazes. Ser observada me instiga. Abro-a de novo. Ele ainda está lá. Chama alguém, que logo se desinteressa. Ligo o computador. Sento. Escrevo. Pra que tanta bobagem? Penso nos amigos de longe. Ele podia me gravar um cd do Caetano. As músicas que tenho são poucas. Só servem para aumentar a saudade. Conto os dias. Em 6 estarei lá. Nada me prende àquela cidade. Minha vida é aqui. Estou feliz. Esperançosa. Os acontecimentos dos últimos dias serviram para levantar um pouco o ânimo. Penso naquele garoto. Lindo, angelical. Algo nele me atrai. Algo nele me afasta. Não sei se vale a pena tentar. Mas como não estou fazendo nada, a idéia me parece interessante. Tantas coisas a falar com tantas pessoas. Nenhum assunto. Curto a solidão. Adoro estar só. Vivo dentro de muitas pessoas. Muitas pessoas vivem dentro de mim. É bom me aquietar. Sentar e deixar os dedos falarem pela cabeça. Uma efusividade de coisas que nunca tinha pensado antes. Será que as palavras saem da minha cabeça, dos meus dedos, ou simplesmente aparecem no papel por vontade própria? Ultimamente tenho tido vontade de escrever sempre. Me pego escrevendo textos mentalmente. Outras vezes falo coisas com uma dramaticidade que não é minha. Acho que estou me perdendo pelas pessoas que estão habitando dentro de mim. Puta que pariu. O que é que estou dizendo mesmo? Lembro da professora que me ensinou que nem todo texto deve ser coeso. Esqueça a coesão e a coerência. Escreva. Escreva sem pensar, pense sem escrever. Faça tudo ao mesmo tempo e leia depois. Não se preocupe com o formato. Não formate. Acho que aprendi direito. Ando perdendo a coerência na vida. Digo coisas que não acho, coisas que não queria dizer. Defendo pontos de vista que não são meus. Sigo sendo eu. Incoerente, concisa. Louca, perdida. Ando dizendo que quero casar. É uma idéia tentadora a de dormir e acordar todo dia com a mesma pessoa – a pessoa pela qual o carinho transborda sem aviso. Mas essa pessoa ainda não existe. Mas existem tantas pessoas. Entre essas pessoas, algumas poucas que me emocionam particularmente. Homens, mulheres, crianças. Acho que minha ligação com elas transcende essa existência. Mas de novo: o que estou dizendo? Não acredito em outra vida, em vida depois desta morte. Mas ainda sim conheço pessoas que me fazem pensar que não foi por acaso. Não é por acaso. Estranhamente, não há atração sexual por nenhum desses seres. Seria perfeito: alguém que me emocionasse e ainda sim me atraísse. Será que isso acontece? Acho que não. Esse sentimento que estou tentando descrever é algo que não deixa espaço para os quereres do corpo. É algo de alma – seja lá o que isso for. São coisas que me fazem sorrir por nada, de nada, para nada. Só pra mim. Adoro fazer as coisas por mim. Para mim. Quando faço algo assim, faço para o mundo todo. É o que estou fazendo agora – numa cidade estranha, numa casa estranha, numa vida estranha. Nunca estive tão confortável. Nunca estive em um lugar tão meu quanto aqui. Adoro me conhecer um pouco mais. A cada dia. A cada palavra dita sem pensamento prévio. Quantas serão essas que habitam em mim? Uma só: eu. Mas é que eu são várias. São todas. E pontos. . . . . . . . . .

Apresentação

Há tempos penso em criar um blog, mas sempre tive certeza do descaso e da falta de disciplina com que eu o trataria. Porém, à medida que o tempo passa, a vontade de escrever tem se tornado maior e mais vaidosa – ela agora exige leitores. Por isso inauguro esse espaço. Mas cuidado! Como já diz o nome, esse é o blog da atriz. E a atriz, como tal, exagera, transmuta, transborda. Os textos aqui postados não possuem nenhum compromisso com a realidade. São apenas uma possibilidade de interpretação da atriz. Mas não se empolguem! Como já diria (a agora cunhada) Grace Passô, “todas as histórias do mundo já foram contadas”. As linhas que se seguirão são apenas pequenos fragmentos de uma vida inventada!