segunda-feira, 23 de junho de 2008

Apontamentos sobre mulheres e pintos

Cheguei e esta conclusão inesperadamente, durante um cigarro na janela (mais um). Somos um time de mulheres excepcionais – sem falsa modéstia. Somos mulheres que tem horror de mulherzinhas. Somos todas heterossexuais, mas temos um segredinho. Somos mulheres com pinto. Quando digo ‘nós’, quero dizer eu e algumas amigas. Procurei, entre o time das preferidas, uma exceção à regra. Não encontrei. Todas temos essa peculiaridade. Se eles soubessem – os homens – dessa nossa pequena graça, tomariam um pouco mais de cuidado ao se envolverem conosco. Somos mulheres de garra. Sabemos onde estamos e onde queremos chegar. Somos independentes. Mas precisamos deles para aplacar nossos instintos. Precisamos? – me perguntei. Talvez não. Mas gostamos – e como gostamos! – de fazê-los acreditar nessa psicodependência. Nos atraímos mutuamente. As mulheres com pinto se reconhecem. É rápido. Apenas algumas palavras e já sabemos se a outra se encaixaria no time. É claro que nos grupos de amigas – principalmente nos maiores – há as garotas satélites: aquelas que não tem pinto, mas que gostam de estar em nossa órbita. É que somos fortes! Pensando na mulherada belohorizontina é que tive certeza desse fato. Somos diferentes. Cada uma com seu instrumento particular. A antropóloga, por exemplo, tem um instrumento interessante: um pinto retrátil. Ele está sempre lá, mas ela tenta disfarçá-lo, procura se misturar às mulherzinhas. Mas não se engane! Em situações de perigo, a antropóloga saca seu pinto, como um instrumento fálico antigo, e mostra sem medo seu lado guerreiro. Ela é daquele tipo camaleoa, mas é quando se mostra que fica mais interessante. Quem já a viu irritada sabe do que eu estou falando. Que o diga o argentino sonso, rs. Já a designer (ou seria cineasta?) é do tipo que empunha seu pinto 24 horas por dia. Parece não tirar a mão dele. Tem mesmo orgulho de seu instrumento! Tem também a artista. Com seu pintinho nervoso, sempre a um passo de se espalhar. Mas desse grupo de amigas, quem ganha mesmo é a arquiteta! Nunca vi pinto tão grande, ainda mais em uma mulher! Ela não faz alarde de seu órgão. Guarda-o como guardaria qualquer outro instrumento de trabalho. Mas é impossível não reparar nele. O pinto da arquiteta é tão grande, mas tão grande, que até mesmo eu – careta convicta – quase me apaixonei por ele. As outras que me perdoem, mas não vejo pinto nelas. São todas pequenas luas, querendo refletir um pouquinho do brilho dessas diferentes espadas...

Em outras turmas, sou mais próxima também das mulheres bem dotadas. A do consulado, por exemplo, é outra que tem orgulho de seu pinto. Um pinto bem barraqueiro por sinal. Escrachadíssimo! É só alguém pensar em encher o saco que ela bota o pinto pra fora, e desata a falar putarias. Tem também a socióloga docinho! Seu pinto é tão bonitinho, mas tão bonitinho, que parece até inofensivo. Mas não seja ingênuo. Ter pinto, no caso dela, é coisa de família! E viva o pinto da mamãe jornalista, que encara o mundo de frente, com a cabeça bem erguida e um lindo sorriso no rosto. É claro que não vou terminar meus exemplos sem falar do mais nova amiga pintuda: a macumbeira. O pinto dela, pra falar a verdade, nem chega a ser grande, mas tome cuidado: é um puta pinto grosso! Desses que arregaça – com o perdão da má palavra. Quanto ao meu, não se preocupem! É um pintinho pequeno, sem graça... mas que sabe muito bem o seu lugar. É como diria o garoto dos olhos azuis: “antes um pequeno brincalhão do que um grande bobão!”.

A reflexão sobre os pintos femininos me veio, na verdade, quando pensava nos homens dessas mulheres. Engraçado como todos eles – independente do tamanho de seus instrumentos – se curvam à supremacia delas. É que o pinto feminino, independente do formato, é uma dádiva. Não, não estou querendo desmerecer os agregados (na verdade, eles são todos uns fofos!). Mas é engraçado como as mulheres que possuem essa arma são maiores do que eles. Como brilham mais. Nós, mulheres bem-dotadas, temos horror a trogloditas. Nossos homens são gentis, educados, quase femininos. Inconscientemente, decidimos não bater de frente – pinto com pinto – com homens que valorizam demais seus instrumentos. Ter pinto, pros homens, é uma condição. Pra nós, é uma atitude. Cuidamos delicadamente de nossos órgãos. Só os exibimos pra quem merece. Mas sem querer, mostramos pra todos, mesmo de longe, o tamanho da nossa mala! E depois, feminino é que é o sexo frágil. Quem inventou essa máxima, não conhecia mulheres como as que eu conheço. Pintudas. Pintadas. Viris.

E os pobres homens – femininos – é que acabam se apaixonando por nós. Na verdade, fico me perguntando se, em algum momento, nós lhes demos escolha... É como entoava aquela cantora, já falecida, uma tal de Cássia Eller (que levava um pinto descomunal!):

“Abre teu coração / ou eu arrombo a janela.”

7 comentários:

Zed disse...

Ei moça linda!
Realmente eh uma turma de mulheres com jebas consideráveis.
Deve ser por isso que curto tanto!
Mas as imagens mentais que apareceram na minha cabeça foram meio perturbadoras!!!
Beijos

Miss Over disse...

saudades do meu próprio pinto, e da amiga que tantas vezes me fez empunhá-lo!

Marcela Sena disse...

obrigada por vc ser quem vc é
por viver neste mundo heteropico.
Obrigada por me deixar fazer parte disso. minha pica tem misterios se assim pode-se dizer. hehehe
mas para vc é tudo revelado.

Amo seu ser.

beijo no cotovelo

Marcela Sena disse...

eiiiiii pensei em vc hj!
muito. a-do-ro nossa ligação.
nao houve nenhum encontro. foi e e meu ipod num dia excelente!
to um luxo e precisando tambem de um chocolate quente. muito nesse frio.
o que vc me diz de ser amanha?
pensei. desejei muito.
bjo procê

Anônimo disse...

Oi Flavetinha! Adorei e concordo que realmente temos amigas totalmente especiais. Saudade querida!
Bjinho

Sarah disse...

'dorei :)
saudades suas moça :*****

Ana disse...

E laia!
Eu adoro todos!